O divisor é o hidrômetro. O que vaza antes dele é responsabilidade da concessionária; o que vaza depois é do imóvel, mesmo estando enterrado no terreno ou embaixo da calçada. O teste: feche o registro geral depois do hidrômetro e observe o ponteiro. Se continuar girando, a perda está entre o medidor e o registro.
Essa dúvida vale dinheiro, porque define quem paga o reparo — e porque muita gente paga por um serviço que não era sua responsabilidade, ou espera por um atendimento que nunca vem porque abriu o chamado no lugar errado.
O cavalete é a caixa na entrada do terreno onde fica o hidrômetro. Ele marca a fronteira entre duas responsabilidades:
O ponto que confunde é que o trecho depois do medidor ainda está enterrado no seu terreno, às vezes por dezenas de metros até a casa. Como não parece "dentro do imóvel", muita gente assume que é da concessionária. Não é.
| Resultado | Onde está | Quem resolve |
|---|---|---|
| Ponteiro parado | Depois do registro, na instalação interna | Proprietário |
| Ponteiro girando | Entre o hidrômetro e o registro | Proprietário, trecho de entrada |
| Água aflorando antes do medidor | Ramal público | Concessionária |
| Água na calçada ou na rua | Avaliar no local de onde vem | Depende do ponto exato |
Se o vazamento for visivelmente antes do medidor, ou estiver aflorando na via pública, abra o chamado na concessionária. Nos demais casos, o reparo é do imóvel.
Localizamos vazamento enterrado sem revirar o terreno. Só cobramos se encontrarmos.
Três fatores se somam:
É longo. Em terreno grande, a distância entre o cavalete e a casa pode ter dezenas de metros, com conexões ao longo do caminho.
Está enterrado. A água que escapa é absorvida pelo solo, sem formar poça e sem molhar nada visível.
Sofre movimentação. Passagem de veículo, raiz de árvore e acomodação do solo trabalham contra a tubulação ao longo dos anos.
Resultado: o vazamento pode durar meses sendo percebido só pela conta.
Em trecho enterrado, o trabalho combina três etapas. O teste de estanqueidade confirma a perda e em qual rede. A setorização isola o trecho, separando entrada, rede do jardim, irrigação e instalação interna.
Na varredura, o geofone escuta o ruído na superfície, e o gás traçador costuma ser decisivo: um gás inofensivo é injetado na tubulação esvaziada e sobe pelo solo exatamente onde existe a falha, sendo captado por um detector.
Com o ponto marcado, a escavação fica restrita a ele — em vez de abrir uma vala ao longo de todo o traçado.
Vale registrar o pedido, mas sem contar com isso para resolver. Se o teste do hidrômetro mostrar movimento com tudo fechado, o consumo é real e está saindo por algum ponto do seu lado — revisão de leitura não muda esse fato.
O que costuma fazer diferença é corrigir o vazamento logo e, a partir do mês seguinte, ter uma conta que volta ao padrão.
Não. Depois do hidrômetro, mesmo enterrado no seu terreno, a tubulação é responsabilidade do proprietário.
Depende de onde vem. Se a origem for antes do medidor ou no ramal público, é da concessionária. O teste no hidrômetro ajuda a indicar.
Pelos canais de atendimento dela. Vale fazer isso quando o vazamento é visivelmente antes do medidor ou na via pública.
Não para localizar. Usamos escuta e gás traçador na superfície, e a escavação fica restrita ao ponto marcado.
Meses. Como a água some no solo e não aparece dentro de casa, o único sinal costuma ser a conta.
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